O silêncio,
o obscuro temor,
alegra a má consciência.
Outrora
fizestes de mim credor
embora também devedor.
Triste consciência
que pariu o horror.
Será sapiência
quem marginaliza o amor?
Triste, a saber, sem cor.
Bela consciência,
brota a sós no canteiro,
Uma flor sem ressentimento.
Viva!
Um cheiro alegra o dissabor.
