O devir
Eis meu único dever.
Um amanhecer trágico
pintado a raios
em cólera acorda fascinado,
transtornado.
O desespero da última maravilha
ora anunciado a mim,
agora prenunciado em mim,
em mim
confinado,
assinala o crime capital
imortalizado
num instante total,
obscuro
sereno.
Não há mais tempo
tudo retornará.
Um pouco de mim revelado assim:
setembro 11, 2010 por Benson
