Nunca, em nenhum momento antes, ele havia refletido sobre tais sentimentos. Pensava em quantas vezes se abandonou à uma prisão de inconsciência, em quantos instantes perdeu de controlar suas decisões para seguir um fluxo transparente. Sentia-se passado. Mas, pela primeira vez, sentia-se.
Poderia, então, olhar para si. Era a vicissitude do pensar. Mas, quando se descobre isso assim, num dia qualquer em situações adversas, como na linda manhã de um domingo entedioso ou na noite de uma terça-feira doentia, não se pode ir por caminhos menos perigosos e escapar do beijo sedutor da escuridão. Obscurecer, não simplesmente caminhar pela escuridão, ser a própria escuridão. E é assim quando se é.
O mais profundo e obscuro ser.